22 de janeiro de 2019

DESTRAMBELHOU GERAL

DESTRAMBELHOU GERAL

Por Redação Bem Minas

Publicado as 18/12/2018 09:02:18

Ninguém mais fala coisa com coisa, porque cada um tem a sua própria Babel. Por exemplo, a revelação da suposta caixinha do deputado estadual e futuro senador Flávio Bolsonaro, engordada pelo recolhimento mensal de parte dos ganhos de assessores contratados pelo seu gabinete, a cada dia que passa cheira pior.

Não que isso fosse diferente do praticado pela grande maioria (felizmente, não todos) dos parlamentares brasileiros, em todos os níveis, de vereadores a senadores. Entretanto, é divergente do que a família Bolsonaro denunciou como práticas das quais passava longe, e com tal discurso todos foram eleitos e contra ela pareciam querer lutar. Não é significativo, não é nem próximo do que os governos de PT, PMDB, PP, PSDB, PDT (se faltou algum, me desculpem) desviaram – decotando valores do Orçamento público e dos caixas das estatais e que deveriam estar financiando obrigações básicas da União, Estados e municípios –, mas o rabo ficou preso na gaveta. Não é o caso de se discutir o tamanho do rombo, mas de se marcar uma posição, o início de um novo tempo, como se estava pregando. Não aconteceu 100%. Ponto.

Outra desgraça está nessa já cansativa sequência de denúncias feitas por senhoras do Brasil inteiro (na verdade, foi uma holandesa que puxou a fila) a respeito da atitude do médium João de Deus, que de Deus, ao que parece, tem muito pouco e que vem sendo o principal assunto da imprensa nos últimos dias. Um homem miserável que ficou rico, com dotes capazes de levar esperança a milhares de pessoas, curandeiro ou fazendo de conta que curava, e nisso acreditado internacionalmente, e que se vê agora denunciado por centenas de mulheres que passaram pelas suas mãos (sem trocadilho) e garantem ter sido abusadas sexualmente ou ter sofrido outros tipos de constrangimentos. Tudo, da parte delas, em inquestionável boa-fé e necessidade, porque esperavam dele obter as graças da cura de enfermidades, muitas vezes desenganadas pela medicina. Essa figura há mais de 40 anos existe de Abadiânia para o mundo com tal ocupação e agora surpreende mal a todos com tais relatos. Precisava?

Finalizando, na semana passada o ex-ministro petista Celso Amorim também nos deixou sua contribuição. Numa entrevista ao site Brasil 247, o ex-chanceler petista aconselhou a soltura do ex-presidente Lula para que o momento brasileiro pudesse contar com a força do líder máximo do PT num necessário processo de pacificação nacional. “A prisão de Lula é um símbolo, e a imagem do Brasil não vai melhorar (melhorar de quê?) enquanto ele não for solto. Na Europa, o que se diz é que o Brasil prendeu o seu Mandela. Internamente, ele ajudará a pacificar o Brasil, porque ele é um homem de negociação. Lula sempre foi um moderador”. Passa outra hora, Amorim. Menos


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