18 de novembro de 2018

Após críticas, Romeu Zema admite rever plano de governo

O candidato ao Governo de Minas recuou propostas de de privatizar a Cemig e a Copasa e de reduzir impostos

Por Redação Bem Minas

Publicado as 17/10/2018 13:33:52

O candidato ao Governo de Minas, Romeu Zema (NOVO) , em entrevista a Rádio Super Notícia 91,7 FM O TEMPO, admitiu que o plano de governo está sendo revisto, adiou a redução de impostos para depois do ajuste fiscal, com previsão de durar dois anos, amenizou críticas aos benefícios de servidores e descartou a privatização da Cemig e da Copasa.

Zema revisou as propostas da agenda liberal, pregada no primeiro turno, e sua postura durante a entrevista foi a de um candidato que sabe das chances reais de ser eleito e já prevê as dificuldades que vai enfrentar na administração pública. A simplificação tributária com redução dos impostos foi uma das principais bandeiras da campanha de Romeu Zema.

O candidato voltou a criticar os percentuais cobrados do ICMS e do IPVA em Minas. Porém, agora só prevê mudanças depois que colocar as contas em ordem. “Essa ação não será para agora. Nosso foco será o ajuste fiscal. Nossa prioridade é voltar a pagar o servidor em dia. Assim que resolvermos essa questão fiscal, o que pode durar um ou dois anos, vamos trabalhar para que todo ganho seja repassado para a população, com redução de impostos. O que não vamos fazer é sair gastando e, quando a conta não fechar, aumentar imposto”, disse.

Zema também descartou vender as duas principais estatais de Minas: a Cemig e a Copasa e afirmou que vai trabalhar para melhorar a gestão das companhias.

“Apesar de sermos contra qualquer tipo de monopólio, a privatização dessas empresas não é prioritária. O que iríamos arrecadar com a venda da Copasa e da Cemig daria para cobrir três ou quatro meses o rombo do caixa, no máximo. Não resolveria o problema. Vamos fazer com que essas empresas fiquem livres da interferência política. Com uma gestão técnica, enxuta e eficiente, vamos trazer resultados melhores para seu principal acionista, que é o Estado”, analisou.

Na ocasião, ele aproveitou para detalhar melhor seu plano para a educação, que foi alvo de críticas de professores por implantar critérios meritocráticos e priorizar o investimento na rede particular. Zema explicou que a distribuição de verbas, de acordo com os resultados das instituições, vai seguir o histórico do desempenho de cada unidade e será considerada a evolução alcançada, e não o resultado final. Já o plano de criar um cartão para matricular alunos na rede privada deixou de ser uma proposta para o ensino básico e passou a ser uma possibilidade de formação técnica extracurricular.

Apoios

Sobre seu apoio ao candidato a presidência, Jairo Bolsonaro (PSL) , Zema explicou que não concorda com todas as propostas apresentadas pelo capitão reformado do Exército. Ele afirmou que seu voto é mais uma rejeição ao PT, com quem não tem nenhuma afinidade ideológica.

Sobre sua fala referente a o apoio do PT a sua candidatura. Ele disse que a ideologia do partido Novo e a do PT são como água e óleo, mas ressaltou que votos de petistas seriam bem-vindos. “Agradeço todos os votos, estou disputando uma eleição. Nunca discuti apoio formal com petista”.

 

Fonte: O Tempo

Imagem: Google 


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