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Confira o que dizem os órgãos públicos sobre o forte cheiro de gás em BH

Apesar do cheiro mais forte ser notado em bairros da Zona Leste da cidade, é possível encontrar relatos na internet de moradores da Pampulha, do Barreiro e da Savassi.

Um forte cheiro de gás tem intrigado os moradores de Belo Horizonte nos últimos dias. Nas Redes sociais, é possível encontrar diversos relatos de pessoas reclamando do odor, o que mobilizou o Corpo de Bombeiros e a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) a investigar o caso. 

“Cheiro de gás forte, vizinhos reclamando no grupo de WhatsApp. Aí chamamos o técnico e ele diz que é algo que está acontecendo em diversas regiões de BH, várias reclamações”, escreveu um morador nas redes sociais. O post teve diversos comentários de pessoas reclamando da mesma situação. 

Se referindo à última sexta-feira (15) , outro usuário da rede respondeu: “Ontem na região centro sul, eu estava toda hora achando que o meu carro estava vazando alguma coisa, tipo o gás do ar-condicionado, o cheiro ia me acompanhando por onde eu ia, bizarro!”

Apesar do cheiro mais forte ser notado em bairros da Zona Leste da cidade, é possível encontrar relatos na internet de moradores da Pampulha, do Barreiro e da Savassi. 

Em um vídeo publicado na segunda-feira (18), o vereador Wanderley Porto (Patriota) alegou que o cheiro desagradável está sendo causado devido a substâncias químicas que supostamente estão sendo despejadas no curso d’água do córrego do Jatobá, situado no Bairro Tirol, localizado na Região do Barreiro.

Apesar das acusações, procurado pela reportagem, o Corpo de Bombeiros (CBMMG) informou que realizou vistorias e não identificou a fonte de liberação do gás, mas a Polícia Militar Ambiental e Núcleo de Emergência Ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente foram acionados para investigar o caso. 

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) alegou que após vistoria feita na última segunda-feira (18) a  equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA) identificou uma descarga ilegal de resíduos nas tubulações de esgoto e drenagem, e está investigando se está pode ser a causa do mal cheiro. 

“Está sendo avaliado se os lançamentos irregulares deram causa aos eventos de mau cheiro verificados na região dos córregos Olaria e Jatobá, além da Bacia do Arrudas”, disse a prefeitura, em nota.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente solicitou à Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) a análise da amostra coletada do resíduo lançado irregularmente. A empresa responsável pelo descarte foi autuada por “operar sistema de tratamento prévio de efluentes líquidos em más condições de funcionamento, causando degradação ambiental”. 

A Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) respondeu a comentários nas redes sociais informando que a empresa não está com nenhum vazamento de gás.

“A Gasmig não está com nenhum problema em seu sistema de distribuição de gás natural. Os chamados de cheiro de gás recebidos nos últimos dias em nossos canais de comunicação e pelo Corpo de Bombeiros, a maioria fora da área de atuação da Gasmig, foram verificados e nada constou nas inspeções. Nosso Centro de Operação do Sistema entrou em contato com o Corpo de Bombeiros para esclarecer os fatos. A Gasmig monitora sua rede 24h por dia e preza pela segurança de seus clientes e de toda a população por onde distribui o gás”, disse a companhia. 

Confira na íntegra a nota do Corpo e Bombeiros de Minas Gerais: 

Sobre os relatos de vazamento de gás em Belo Horizonte, o CBMMG recebeu diversos chamados desde a última semana em diferentes horários e localizações ao longo do Rio Arrudas. Apesar do odor relatado, as concentrações aferidas pelo monitoramento de gases do CBMMG não revelou risco de incêndio ou explosão. Embora não fosse possível identificar a fonte de liberação do gás, foram acionados Polícia Militar Ambiental e Núcleo de Emergência Ambiental da Fundação Estadual do Meio Ambiente. A Prefeitura de Belo Horizonte também foi envolvida e informou que a equipe de fiscalização de controle urbanístico e ambiental realiza vistorias rotineiras nas empresas instaladas na região. Ressaltou que foi estabelecido monitoramento com foco em ações fiscais em parceria com a Copasa para a identificação de infratores. Na semana passada, foram realizadas vistorias nas empresas localizadas na área do Córrego, com emissão de autuação.

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Lorena Cordeiro

Lorena Cordeiro

Jornalista e mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP. Repórter no Portal Bem Minas desde 2020 nas editorias Meio Ambiente, Mineração e Energias Renováveis.

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